Em um relato sobre uma viagem de 2.000 milhas com uma amiga francesa, o autor reflete sobre a vasta extensão de terras desoladas dos Estados Unidos, locais que ele considera essenciais para entender a ascensão do trumpismo. Durante o percurso, ele observa que essas áreas representam um vazio simbólico, onde a falta de perspectivas e identidade pode ser um terreno fértil para ideologias extremas, como o trumpismo, que apelam para aqueles que se sentem desconectados ou marginalizados pela sociedade.
A partir de uma análise histórica, o texto faz referência ao ensaio de Dorothy Thompson, escrito em 1941, que buscava entender os perfis de indivíduos propensos a apoiar regimes autoritários, como o nazismo. Thompson sugeria que pessoas sem uma base sólida de valores ou identidade poderiam se deixar atrair por ideologias que prometem um sentido de pertencimento e propósito. A autora abordou como o vazio existencial e a falta de convicções claras podem levar a essa vulnerabilidade.
A reflexão contemporânea de Talia Lavin sobre esse mesmo conceito, intitulada “Quem vai para o MAGA?”, atualiza as ideias de Thompson, relacionando-as ao movimento político contemporâneo dos Estados Unidos. O texto sugere que as raízes do trumpismo, tal como o nazismo antes, podem ser encontradas em uma desconexão das pessoas com suas próprias crenças e valores, o que cria um terreno propício para as promessas de mudança radical e identidade coletiva.