A organização sem fins lucrativos Mevrouw Meijer, fundada por Wilma Kempinga, está mostrando como a reutilização de edifícios antigos pode ser uma solução sustentável e eficaz, oferecendo uma lição importante sobre práticas ambientais. Em um projeto de reforma de uma escola da década de 1960 em Utrecht, na Holanda, a transformação do prédio foi realizada por menos da metade do custo de uma construção nova, com um impacto ambiental reduzido em um terço. Isso ilustra uma abordagem prática de sustentabilidade que coloca a reabilitação de edifícios como uma alternativa mais verde e econômica ao processo de demolição e construção de novas estruturas.
O conceito de que “o edifício mais verde é o que já existe” vem ganhando força entre os arquitetos, enfatizando que o impacto ambiental de demolir e reconstruir pode ser maior do que o de manter um edifício funcionando. No entanto, ainda é uma prática que não é amplamente adotada, especialmente no Reino Unido, onde o processo de reconstrução ainda é muito comum. A metodologia seguida pela Mevrouw Meijer prova que essa estratégia é viável, não só em termos ambientais e financeiros, mas também no campo do design arquitetônico.
Para Kempinga, a renovação de edifícios vai além da sustentabilidade. A proposta busca criar ambientes esteticamente agradáveis e memoráveis, algo que os estudantes levarão para a vida toda. A ideia é que, ao transformar espaços antigos em lugares funcionais e belos, seja possível combinar o respeito pelo patrimônio histórico com as necessidades educacionais contemporâneas. A colaboração com arquitetos jovens também garante inovação, demonstrando que a beleza e a sustentabilidade podem andar lado a lado na educação.