Liz Kendall, eleita para o parlamento em 2010, nunca imaginou que um dia teria que anunciar cortes de £5 bilhões no orçamento de bem-estar social enquanto ministra do trabalho e pensões. Esse tipo de medida dificilmente é o objetivo de um membro do Partido Trabalhista, mas, ao longo do tempo, as circunstâncias políticas e o pragmatismo acabaram moldando suas ações. O contexto dessas mudanças reflete como a política pode levar os indivíduos a tomar decisões difíceis e impopulares, que acabam sendo necessárias em um cenário de desafios fiscais.
Ao enfrentar a necessidade de cortar recursos significativos, Kendall passou por uma jornada emocional, que poderia ser descrita como os “cinco estágios do luto”. Inicialmente, ela negou que aquilo fosse real, mas logo se deu conta de que seria impossível evitar sua realidade. A raiva e a frustração vieram em seguida, seguidas por tentativas de justificar os cortes como uma medida necessária para o bem comum. Em um momento de depressão, ela enfrentou a dificuldade da situação, mas, por fim, aceitou que era uma tarefa árdua, mas que precisava ser feita.
A medida de cortar o orçamento de bem-estar social foi um reflexo das exigências políticas e econômicas do momento, levando-a a se adaptar a uma nova realidade. Embora esse tipo de decisão não seja típico da visão do Partido Trabalhista, Kendall encontrou uma forma de aceitar o desafio, mantendo uma atitude pragmática e até tentando encontrar aspectos positivos no contexto adverso.