A recente declaração do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, em Munique, levou a maioria dos líderes europeus a reconhecer que o mundo passou por uma mudança fundamental. O modelo de segurança sustentado pela Pax Americana, que por tanto tempo garantiu paz e estabilidade na Europa, chegou ao fim. O tratamento desrespeitoso dispensado ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca apenas reforça a ideia de que os países europeus não podem mais depender dos Estados Unidos para sua segurança coletiva.
Diante desse novo cenário, é imperativo que a União Europeia e os países que apoiam a Ucrânia se preparem para os piores cenários. A prioridade deve ser garantir a independência e a liberdade da Ucrânia, ao mesmo tempo em que se protegem as economias, a democracia e as fronteiras da Europa. Para isso, a Europa precisa de uma postura mais firme e coesa, superando disputas internas e adotando uma estratégia clara de segurança e solidariedade.
É necessário que a Europa e seus aliados ajustem suas políticas de segurança e se fortaleçam internamente para enfrentar os desafios globais atuais. A união política e a defesa de princípios democráticos são essenciais para a construção de um futuro mais seguro e estável para o continente, além de reforçar o compromisso com a proteção das liberdades fundamentais e a soberania nacional.