Na década de 1990, um movimento fundamentalista xiita surgiu no Iémen, com forte conexão com o islamismo xiita zaidita, predominante no norte do país. Inicialmente conhecidos como Ansar Allah, os Houthis se tornaram um dos principais aliados do Irã na região, adotando uma retórica radical, incluindo posicionamentos antiamericanos e antissemitas. O grupo tem ampliado sua presença militar, especialmente após a eclosão da guerra civil no Iémen, em 2014, conquistando grandes territórios, incluindo a capital Sanaa e a costa do Mar Vermelho. A guerra continua, resultando em um desastre humanitário, com milhares de mortes, especialmente de crianças devido à fome.
Além das tensões internas no Iémen, os Houthis têm se tornado uma ameaça crescente às rotas comerciais globais. A região do Estreito de Bab al-Mandab, crucial para o comércio internacional, viu um aumento nos ataques a embarcações, não mais por piratas, mas por drones e mísseis. O grupo tem atacado navios de diversas nacionalidades, comprometendo a segurança do comércio marítimo e afetando a economia global. A atuação dos Houthis tem atraído atenção internacional, com potências como os Estados Unidos e o Reino Unido tentando garantir a segurança da região, dada a sua importância estratégica.
Recentemente, a postura da Casa Branca tem buscado uma resposta mais assertiva contra os Houthis, com operações de inteligência e ataques à liderança do grupo. Os Estados Unidos prometem continuar suas ações até que a segurança no Mar Vermelho seja restaurada, com a intenção de reduzir a influência do Irã e suas proxies na região. Embora a violência persista, a intervenção norte-americana visa reverter a destabilização causada pelos Houthis, trazendo a possibilidade de um impacto mais amplo no equilíbrio geopolítico da região. A situação permanece volátil, e os próximos dias serão cruciais para determinar o sucesso dessa estratégia.