Estudos recentes indicam que a felicidade tende a aumentar com a idade, especialmente após os 45 anos. De acordo com pesquisas da Weetabix e da ONU, a maioria das pessoas relata ser mais contente após os 40 anos. A pesquisa financiada pela marca de cereais revela que 77% dos entrevistados se sentem mais satisfeitos com a vida depois dessa faixa etária, com dois terços afirmando que deixaram de se preocupar com a opinião dos outros. Além disso, 59% dos participantes se consideram auto-realizados, o que, segundo os dados, é o mais próximo da auto-realização possível.
A pesquisa da ONU, que abrange países como Reino Unido, EUA, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, também aponta que a felicidade está em uma trajetória ascendente. Ao contrário da visão tradicional de um ciclo de felicidade em forma de “U” (onde a juventude era o período mais feliz, seguido pela infelicidade na meia-idade), agora a felicidade tende a crescer conforme se envelhece. A exceção seria a infância, onde a felicidade é frequentemente substituída pela frustração, exemplificada pelo comportamento das crianças, que, como observado, choram bastante.
Esses dados desafiam as concepções anteriores sobre o envelhecimento e destacam a mudança de perspectiva sobre o que realmente importa na vida. As pessoas mais velhas parecem ter alcançado um equilíbrio, refletindo sobre suas prioridades e encontrando satisfação nas pequenas coisas, ao invés de se preocupar com expectativas externas ou padrões impostos pela sociedade. A pesquisa traz um novo olhar sobre o bem-estar na vida adulta, sugerindo que a experiência e a maturidade são, muitas vezes, os maiores fatores de felicidade.