Joe era um músico talentoso que enfrentava sérios problemas com dependência e saúde mental. Quando conseguiu uma vaga no Holmes Road Studios, em Camden, Londres, parecia que ele finalmente encontraria o apoio de que precisava. O local, recém-inaugurado e premiado, era descrito como uma “sanctuário”, com estúdios modernos e bem projetados, oferecendo um ambiente acolhedor e seguro para pessoas em situações vulneráveis. Jude Black, sua mãe, ficou satisfeita com a oportunidade, acreditando que esse seria o lugar ideal para seu filho.
O edifício, composto por 59 flats reformados, possuía características impressionantes, como portas coloridas, banheiro privativo e janelas estilizadas que iluminavam os espaços internos. Cada estúdio tinha seu charme único, e a localização ao redor de um jardim interno parecia ser um ambiente perfeito para recuperação e estabilidade. O local estava bem conceituado, com a arquitetura premiada pela Royal Institute of British Architects, o que aumentava a expectativa em relação ao cuidado e à qualidade do espaço.
No entanto, a realidade foi bem diferente das expectativas. Apesar das condições físicas atraentes, o lugar não ofereceu a rede de apoio e os recursos necessários para lidar com as questões de saúde mental e dependência que Joe enfrentava. A idealização do “refúgio perfeito” escondeu a falta de estrutura para promover uma recuperação efetiva, revelando as limitações do espaço como um suporte real para os moradores em situações semelhantes à de Joe.