Em 2024, a região de Campinas registrou uma alta proporção de casos de violência sexual contra pessoas vulneráveis, representando 75% do total de estupros registrados, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Em Amparo, um caso chocante envolveu a morte de um bebê de 7 meses, que estava internado após sofrer graves lesões, incluindo sinais de violência sexual. O caso resultou na prisão do suspeito de tentativa de homicídio e estupro de vulnerável.
Especialistas apontam que a subnotificação e a falha na identificação de casos nos sistemas de saúde e educação podem explicar o aumento nos números. Dados indicam que apenas uma pequena fração dos casos de estupro chegam ao conhecimento das autoridades, com uma maior notificação ocorrendo devido a exigências legais nas unidades de saúde e educação. Essas unidades são obrigadas a reportar casos de violência sexual, o que pode refletir uma elevação nos registros.
O advogado especializado em segurança pública, Antônio Carlos Bellini, destaca que a subnotificação tem sido uma preocupação constante, com muitos casos não sendo reportados adequadamente, o que leva a uma discrepância entre os números reais e os dados oficiais. Além disso, a obrigatoriedade de notificação de violência contra crianças e adolescentes nas unidades de saúde e educação tem impacto direto no aumento dos registros de estupros, especialmente os de vulneráveis.