A gestora Verde Asset atribui a recente valorização do real frente ao dólar a fatores técnicos do mercado, sem mudanças significativas nos fundamentos econômicos. Segundo a casa, o câmbio e os juros locais começaram o ano com uma postura pessimista dos investidores, o que levou a uma correção quando não surgiram novas notícias negativas. A Verde observa que o Banco Central havia vendido uma quantidade substancial de dólares no final do ano passado, e a falta de notícias ruins possibilitou um alívio pontual nos preços.
No entanto, a gestora alerta para o risco fiscal que pode ser gerado pela discussão sobre a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, o que poderia aumentar a demanda por prêmios de risco nos ativos brasileiros. Em meio a essa perspectiva, a Verde segue com posições reduzidas na bolsa local e elevou sua exposição aos mercados globais. No segmento de juros, a gestora mantém uma posição que se beneficia da queda de juros reais e inclinação na parte longa da curva nominal.
Em relação ao cenário internacional, a Verde destaca a volatilidade observada devido ao governo de Donald Trump, com investidores tentando entender as medidas que terão impacto prático. A gestora também expressa surpresa com a menor intensidade de medidas protecionistas contra a China, em comparação com as tarifas impostas a outros parceiros comerciais. Diante dessa incerteza, a Verde decidiu zerar suas posições em moedas ao longo de janeiro, enquanto o fundo obteve um retorno de 1,64% no mês, impulsionado principalmente por posições em inflação nos EUA, juros no Brasil e operações de trading.