O volume de vendas no varejo brasileiro registrou um crescimento de 9,3% em dezembro de 2024, comparado ao nível de fevereiro de 2020, antes da pandemia. No entanto, quando analisado o varejo ampliado, que inclui segmentos como veículos, material de construção e atacado alimentício, o aumento foi mais modesto, de 4,0%. Esses dados, divulgados pelo IBGE, refletem a recuperação de vários setores da economia brasileira após os impactos da crise sanitária.
Diversos segmentos estão operando acima dos níveis pré-pandemia. Entre eles, destacam-se os artigos farmacêuticos, com um crescimento expressivo de 41,6%, seguidos por supermercados (11,6%), veículos (10,1%), combustíveis e lubrificantes (7,7%) e material de construção (4,2%). Esses números apontam para a resiliência de setores essenciais e de consumo que se beneficiaram de mudanças no comportamento dos consumidores durante a pandemia.
Por outro lado, alguns setores ainda apresentam desempenho abaixo do esperado. Equipamentos de informática e comunicação estão 13,3% abaixo do nível pré-crise, enquanto móveis e eletrodomésticos enfrentam uma queda de 6,0%. Outros artigos de uso pessoal e doméstico, tecidos, vestuário e calçados, e livros e papelaria também apresentam resultados negativos, com quedas de 7,4%, 17,1% e 46,8%, respectivamente. Esses números indicam desafios contínuos para algumas áreas do varejo, mesmo com a recuperação geral da economia.