O Ministério da Saúde autorizou a ampliação da faixa etária para a vacinação contra a dengue, mas diversas capitais brasileiras, como Aracaju, Belém, Belo Horizonte, entre outras, decidiram manter o esquema prioritário, vacinando apenas adolescentes de 10 a 14 anos. As prefeituras justificam que não há doses prestes a vencer, o que impede a ampliação para outras faixas etárias no curto prazo. O Rio de Janeiro, por exemplo, já adotou a ampliação da faixa etária desde janeiro e mantém a medida.
Em algumas cidades, como Porto Velho, as doses recebidas já foram totalmente aplicadas, e a falta de estoque foi informada ao Ministério da Saúde, que prometeu reabastecimento. Em Aracaju, a vacinação apresenta bons resultados, com 69,90% de cobertura na primeira dose, mas ainda restam poucas vacinas disponíveis. Por outro lado, cidades como Belém e Recife enfrentam dificuldades, com coberturas muito abaixo do ideal, sendo que em Belém apenas 10,63% da população-alvo recebeu a primeira dose.
A cobertura vacinal completa tem sido um desafio em várias localidades. Em Salvador, por exemplo, embora mais de 95 mil vacinas tenham sido administradas, apenas 12% do público-alvo recebeu as duas doses. Situação semelhante é observada em outras capitais, como Natal e Belo Horizonte, onde a adesão à segunda dose tem sido inferior ao esperado. Em grandes centros, como Rio de Janeiro e São Paulo, a aplicação de primeiras doses tem sido significativa, mas a cobertura total ainda é considerada baixa, refletindo a dificuldade em garantir o esquema completo de vacinação.