O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que o início das novas tarifas sobre as importações do México e do Canadá pode ser adiado para 2 de abril, um mês após o prazo anterior, que seria em 4 de março. A medida está ligada à análise do governo dos EUA sobre as ações de ambos os países para controlar o fluxo de imigrantes e o tráfico de fentanil para os Estados Unidos. Enquanto isso, Trump também sugeriu que impostos recíprocos de 25% poderiam ser aplicados a produtos europeus, como carros, para equilibrar o impacto de tarifas impostas pela União Europeia sobre produtos americanos.
Reações a essa proposta não tardaram. O governo canadense afirmou que aguardaria a assinatura formal das ordens executivas para decidir sua resposta, deixando claro que o país se preparava para tomar medidas caso as tarifas fossem realmente impostas. Já o México, por meio de sua economia, anunciou uma reunião com autoridades comerciais americanas para discutir as implicações da situação. Além disso, o governo dos EUA destacou que as negociações sobre o controle de fentanil ainda estão em andamento, com a condição de que os países da América Latina apresentem ações satisfatórias até o final do período de 30 dias.
Em paralelo, Trump reafirmou sua intenção de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos da União Europeia, especialmente em relação a carros e outros bens, citando taxas de importação semelhantes que, segundo ele, os países europeus aplicam sobre produtos americanos. A Comissão Europeia se mostrou pronta para responder firmemente contra essas medidas, considerando-as como obstáculos ao comércio livre. A tensão entre as partes evidencia o complexo cenário comercial global, com as negociações envolvendo EUA e seus parceiros comerciais se intensificando nas próximas semanas.