O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunirá nesta terça-feira (11) com o rei Abdullah da Jordânia, com o objetivo de pressionar o país a aceitar a proposta de transferência permanente de palestinos da Faixa de Gaza. O plano, que prevê a realocação de mais de dois milhões de palestinos para a Jordânia e o Egito, tem sido rejeitado pelo governo jordaniano, que se opõe à ideia. Trump sugeriu que comunidades seguras seriam construídas para os palestinos, longe dos riscos da região, e ameaçou cortar a ajuda financeira ao país caso não haja acordo.
A proposta de Trump encontra resistência entre os palestinos e diversas lideranças árabes, como a Arábia Saudita, mas é bem recebida por Israel. O governo israelense, liderado por Benjamin Netanyahu, está se preparando para um possível plano de emigração de palestinos da Faixa de Gaza. Por outro lado, o Hamas, grupo que governa Gaza, refutou o plano de realocação, afirmando que o território pertence ao povo palestino e que não será abandonado.
Além disso, o plano de deslocamento forçado de palestinos é considerado uma violação do direito internacional, que proíbe a mudança forçada de populações civis e a aquisição de territórios por meio de guerra, conforme a Convenção de Genebra e a Resolução 242 da ONU. Em meio a essas tensões, o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou pelo cumprimento do cessar-fogo entre israelenses e palestinos, destacando a necessidade de evitar a escalada do conflito.