Nos últimos anos, as tarifas impostas por Donald Trump têm sido utilizadas como uma ferramenta de negociação, não apenas contra adversários, mas também contra aliados dos Estados Unidos. A medida visa forçar países como México e Canadá a renegociar acordos comerciais em favor dos interesses norte-americanos. O analista Terry Haines argumenta que esse uso das tarifas acelera o processo de aproximação e renegociação com outras nações. Em diversas situações, como com o México e a Colômbia, o aumento das tarifas resultou em acordos rápidos que beneficiaram os Estados Unidos.
Trump, durante seu mandato, procurou combater o crescimento da China, que se tornou uma potência econômica e tecnológica, rivalizando com os Estados Unidos. Apesar de ter iniciado a imposição de tarifas como uma forma de frear a competitividade chinesa, o ex-presidente também usou essa tática contra países próximos. O professor Jerry Anderson observa que, ao adotar essa abordagem, Trump transforma as relações internacionais em negociações puramente transacionais, onde o objetivo é garantir vantagens imediatas, sem se preocupar com laços históricos ou compromissos diplomáticos.
Embora a aplicação dessas tarifas possa aumentar os custos para os consumidores americanos, como no caso de produtos importados, o governo Trump justificou a medida com o intuito de manter os preços internos baixos, além de reduzir impostos e controlar o preço da gasolina. Contudo, essa estratégia vem sendo observada com cautela por outras nações, que começam a fortalecer novas alianças para mitigar os impactos da política externa dos EUA. O acordo entre o Mercosul e a União Europeia é um exemplo de como países têm buscado alternativas diante da postura mais agressiva do governo norte-americano.