O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que visa cortar a assistência financeira à África do Sul, em resposta à política de redistribuição de terras adotada pelo governo sul-africano. A decisão reflete a desaprovação de Washington em relação ao projeto de lei que facilita a desapropriação de terras em favor de uma maior equidade racial. Além disso, os EUA expressaram preocupações com um caso no Tribunal Internacional de Justiça, no qual a África do Sul acusa Israel de genocídio, o que também motivou críticas por parte da Casa Branca.
A questão da reforma agrária é uma das mais delicadas na África do Sul, devido ao legado do Apartheid, quando as terras eram predominantemente controladas por brancos, enquanto a maioria da população negra foi privada de seus direitos de propriedade. Hoje, a distribuição das terras continua desigual, com uma grande parte das propriedades agrícolas ainda sob controle de brancos, o que alimenta tensões no país. A administração sul-africana, liderada pelo presidente Cyril Ramaphosa, defende a política como uma medida necessária para corrigir essas disparidades históricas.
Elon Musk, empresário nascido na África do Sul, também se manifestou sobre o tema, alegando que os sul-africanos brancos têm sido vítimas de leis discriminatórias relacionadas à propriedade. A resposta do governo sul-africano, no entanto, destaca que a reforma não envolve o confisco de terras, mas sim a busca por justiça social e a correção de desigualdades herdadas do passado. A Casa Branca, por sua vez, indicou que pretende oferecer apoio humanitário aos afetados por essas políticas, incluindo o reassentamento de alguns cidadãos como refugiados.