A demissão da ministra da Saúde, Nísia Trindade, foi anunciada inesperadamente na terça-feira (25.fev.2025), poucas horas após ela participar de um evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto. Embora a cúpula do Ministério da Saúde esperasse que a oficialização da mudança ocorresse no dia seguinte, a surpresa foi grande, gerando constrangimento entre os membros da equipe da ex-ministra. Antes do anúncio, Nísia e Lula haviam feito um importante anúncio sobre a produção de uma vacina nacional contra a dengue, o que levantou questionamentos sobre a real razão por trás de sua demissão.
A decisão de substituir Nísia por Alexandre Padilha foi tomada em meio a especulações sobre sua gestão no ministério, especialmente em relação ao controle de imunizantes contra a dengue e a Covid-19. Além disso, o Centrão demonstrava interesse em assumir uma fatia significativa do orçamento da pasta, o que teria sido facilitado pela escolha de Padilha, um nome que goza de maior proximidade com este grupo político. A transição foi marcada por um silêncio estratégico de Lula diante de questionamentos sobre a saída da ministra, o que gerou ainda mais tensão no ambiente político.
Apesar de já ser dada como certa, a oficialização da demissão foi adiantada, o que pegou de surpresa os funcionários do ministério. A equipe de Nísia, que aguardava uma despedida formal para o dia seguinte, ficou visivelmente constrangida com a forma como a mudança foi conduzida. Nísia ocupava o cargo desde 2023, sendo escolhida por sua trajetória na Fiocruz, e sua saída marca um novo capítulo na administração da saúde no país. A nomeação de Padilha visa, entre outras questões, ajustar a articulação política dentro do governo.