Em outubro de 2022, um trabalhador britânico de 38 anos viajou para o Catar para um contrato de oito semanas nas plataformas de petróleo no Golfo Pérsico. Com o objetivo de encontrar uma posição mais segura e lucrativa, ele atuava como piloto de veículos operados remotamente (ROVs), responsáveis por monitorar estruturas submarinas. Apesar de ser uma oportunidade atraente, ele estava longe de casa, mas mantinha contato constante com sua parceira e filhos por meio de mensagens no WhatsApp, compartilhando fotos do trabalho no mar, como forma de se manter próximo à família.
Seis semanas após iniciar o contrato, o trabalhador foi encontrado morto e um colega de trabalho foi acusado de seu assassinato. A tragédia gerou grande choque, especialmente para a parceira da vítima, que agora tenta entender as circunstâncias do ocorrido. O trabalhador havia se mostrado determinado a proporcionar uma vida melhor para sua família e planejara voltar para casa a tempo de celebrar o Natal com eles.
O caso deixa uma série de perguntas sem resposta, com detalhes ainda não esclarecidos sobre o que levou à morte do trabalhador. Além disso, a situação expõe os riscos e os desafios enfrentados pelos profissionais que trabalham em condições extremas, longe de suas famílias e sob constante pressão. O incidente lança uma luz sobre as dificuldades que esses trabalhadores enfrentam, longe do conforto de casa e com a constante presença de um ambiente de trabalho isolado e muitas vezes perigoso.