O 1º tenente da Polícia Militar, Marcos José Oliveira de Amorim, faleceu na última sexta-feira (31) após ser atingido por um único disparo enquanto realizava uma operação na favela Furquim Mendes, no Complexo de Israel. Amorim, de 33 anos, entrou na corporação em 2011 e dedicou 13 anos à Polícia Militar. Durante o patrulhamento, ele foi surpreendido por bandidos armados, sendo o segundo policial militar morto em operação no Grande Rio em 2025, após um ano marcado por várias perdas nas forças de segurança.
Há quase dez anos, em 2015, Amorim havia sido ferido em um tiroteio durante um assalto a uma padaria, no qual levou sete tiros. Embora tenha sido inicialmente considerado inapto para operações devido aos ferimentos, ele se recuperou, fez concurso para oficial e obteve sucesso nas provas, embora tenha sido reprovado no teste de saúde. Ao recorrer à Justiça, conseguiu reverter a decisão, comprovando que estava apto a continuar sua carreira na corporação, sendo aprovado para o posto de oficial.
O caso de Amorim reflete não apenas a persistência do policial, mas também as dificuldades e desafios enfrentados pelos profissionais de segurança no Rio de Janeiro. Sua morte representa uma perda significativa para a Polícia Militar e reforça a crescente violência que atinge os policiais em diversas operações na Região Metropolitana. A Polícia Militar do Rio de Janeiro segue em operação em várias comunidades, tentando reduzir a violência que afeta tanto os civis quanto as forças de segurança.