O Tesouro Nacional emitiu US$ 2,5 bilhões em novos títulos da dívida externa com vencimento em 2035, registrando um aumento nas taxas de juros em comparação com emissões anteriores. A demanda foi expressiva, superando o valor ofertado e atingindo um pico de US$ 6,5 bilhões, com forte participação de investidores estrangeiros, especialmente da Europa e América do Norte. A taxa de juros dessa emissão foi de 6,75% ao ano, superior aos 6,35% registrados no lançamento de janeiro do ano passado.
O aumento nos juros está relacionado ao aumento das taxas nos Estados Unidos desde 2022, o que elevou o prêmio de risco dos títulos brasileiros. A diferença entre os juros dos papéis brasileiros e os títulos norte-americanos caiu para 220 pontos-base, o menor valor desde 2019. Isso indica que, apesar do aumento nas taxas, a percepção de risco para a dívida brasileira tem diminuído, refletindo a confiança dos investidores.
Os recursos captados serão adicionados às reservas internacionais do Brasil, com previsão de incorporação no dia 25 de fevereiro. Embora o objetivo principal da emissão de títulos não seja reforçar as divisas do país, ela também serve como referência para empresas brasileiras que buscam captar recursos no mercado financeiro internacional. A operação demonstra um ambiente mais favorável para a dívida externa brasileira, apesar das condições econômicas globais.