A escalada das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China está gerando impactos diretos em diversos mercados, com destaque para os setores de moda e tecnologia. A medida do governo dos EUA, que impôs tarifas sobre produtos chineses, inclui agora grandes varejistas como Shein e Temu, que se beneficiavam de brechas fiscais para importar produtos com isenção de tarifas. A mudança nas regras aumenta os custos para essas empresas, que rivalizam com gigantes como a Amazon. Em resposta, a China também adotou uma série de sanções, afetando empresas ocidentais como a PVH Corp, controladora de marcas renomadas.
No âmbito das medidas retaliatórias da China, a PVH Corp foi incluída na lista de entidades não confiáveis, o que pode trazer prejuízos significativos às suas operações no país. A empresa, que já enfrentava investigações relacionadas ao boicote ao algodão chinês, pode ter restrições em suas vendas e atividades no território chinês. A China é responsável por uma parte considerável da receita da PVH, tornando essas ações um fator de risco para a corporação.
Além das empresas de moda, o Google também se vê em meio à tensão comercial. A China iniciou uma investigação antimonopólio contra a Alphabet, dona do Google, acusando a empresa de práticas que violariam as leis locais. Apesar de o Google não ter presença direta no país, seus produtos são populares entre os usuários chineses, e a empresa mantém relações comerciais com parceiros locais. O cenário continua a se desenrolar, à medida que as disputas comerciais entre as duas potências seguem afetando o mercado global.