A situação envolvendo o Hamas e os reféns israelenses em Gaza continua tensa, com um oficial do grupo militante declarando que os reféns só serão liberados se um frágil cessar-fogo for mantido. O Hamas iniciou a liberação gradual de reféns em 19 de janeiro, mas suspendeu esse processo, acusando Israel de violar o acordo ao continuar com os ataques. As ameaças do presidente dos Estados Unidos, que sugeriu o cancelamento do cessar-fogo, aumentaram a tensão, especialmente com a recusa do Hamas em se submeter a pressões externas.
O primeiro-ministro de Israel reiterou sua determinação em recuperar todos os reféns, vivos ou mortos, enquanto a morte de um israelense no ataque de 7 de outubro intensificou o conflito. A postura de Donald Trump, ao sugerir que os Estados Unidos assumam o controle de Gaza e promovam o reassentamento forçado de palestinos, gerou reações negativas, tanto entre os palestinos quanto entre líderes árabes. A ideia de reconstruir Gaza com a ajuda de países como a Jordânia também provocou tensões diplomáticas.
A proposta de Trump de deslocar os palestinos em Gaza é vista como uma possível repetição do deslocamento forçado ocorrido em 1948, o que é considerado um crime de guerra. Além disso, a ideia de cortar os recursos essenciais da região, como eletricidade e água, foi defendida por figuras políticas de extrema-direita em Israel, exacerbando a crise humanitária. O deslocamento forçado e a destruição em Gaza são temas centrais no debate internacional, com implicações profundas para a política regional e para os direitos humanos.