As tempestades que atingiram a Grande São Paulo causaram sérios danos em diversas cidades, incluindo Salto, localizada a 100 km da capital. O Rio Tietê, que atravessa 14 cidades, teve sua vazão elevada em até cinco vezes acima do normal, levando grande quantidade de lixo acumulado ao longo de seu percurso. Entre os resíduos, destacam-se plásticos, capacetes e bolas, que chegam até a cidade de Salto, afetando o Parque de Lavras e sua hidrelétrica desativada. A cidade recebe cerca de 590 toneladas de lixo diariamente, e o custo de remoção pode superar R$ 300 mil por dia.
O impacto ambiental gerado pelas tempestades e pelo acúmulo de lixo nas águas do Tietê é alarmante. Além dos resíduos visíveis, há também o problema do esgoto não tratado, que agrava ainda mais a poluição. A Fundação SOS Mata Atlântica aponta que a falta de saneamento básico e a necessidade de proteção das nascentes e matas ciliares são fundamentais para a preservação do ecossistema local. A situação exige um esforço conjunto entre as cidades e a conscientização da população sobre a importância de preservar os corpos d’água.
A problemática expõe um futuro incerto para as gerações seguintes, como observa uma moradora da cidade. Além da limpeza dos resíduos, é essencial investir em políticas de educação ambiental e em infraestrutura para evitar que situações como essas se repitam. Embora ações já estejam sendo tomadas para conter os danos, especialistas alertam para a urgência de um planejamento sustentável e uma ação mais eficiente no tratamento de esgoto e na recuperação de áreas degradadas.