O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Roberto Barroso, indicou que é possível que a Procuradoria Geral da República (PGR) se manifeste sobre a investigação de um suposto plano de golpe de Estado antes do Carnaval. No entanto, o ministro considerou improvável que a Corte tome uma decisão sobre o caso antes do feriado. A decisão de arquivar ou denunciar, segundo Barroso, cabe ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. A investigação foi conduzida pela Polícia Federal (PF) e enviada ao STF para análise.
Em novembro de 2024, a PF indiciou várias pessoas, incluindo figuras ligadas a cargos de alto escalão, por envolvimento em uma tentativa de impedir a posse do presidente eleito. O indiciamento resultou de uma investigação que apontou elementos que sugerem uma trama para evitar a posse do novo governo em 2022. O caso foi encaminhado para o STF, com o ministro Alexandre de Moraes sendo o responsável pela relatoria, e agora depende da decisão da PGR sobre a apresentação de uma denúncia.
Após a análise da investigação, caso a denúncia seja feita, a Justiça será responsável por decidir se os envolvidos se tornarão réus. O relatório final da PF inclui novas evidências e mencionou, entre outros pontos, um plano que teria sido discutido em diferentes esferas. O caso segue sob análise, com a PGR considerando se avançará com a denúncia ou arquivará a investigação.