O Supremo Tribunal Federal (STF) programou para o dia 28 de fevereiro o reinício do julgamento de uma ação de improbidade que envolve o vice-presidente Geraldo Alckmin. A ação foi movida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e trata de suspeitas relacionadas ao repasse de recursos não declarados durante a campanha de Alckmin ao governo de São Paulo em 2014. Na época, ele era filiado ao PSDB. O processo foi interrompido anteriormente quando o ministro Gilmar Mendes pediu vista, e os votos dos ministros podem ser registrados até o dia 11 de março.
A ação está sendo analisada no plenário virtual da Segunda Turma do STF, com foco na alegação de caixa dois, um tipo de financiamento eleitoral irregular, que seria proveniente da construtora Odebrecht (atualmente Novonor). O caso voltou à pauta do STF depois que o relator, ministro Dias Toffoli, arquivou o processo em outubro de 2024. A Procuradoria-Geral da República (PGR) contestou a decisão de arquivamento, argumentando que o relator não avaliou adequadamente todos os elementos probatórios do caso.
Após a contestação da PGR, o caso retornou ao STF, e Toffoli manteve seu voto contrário à ação, enquanto Mendes solicitou mais tempo para análise. Com o julgamento retomado, a decisão sobre o caso poderá influenciar as discussões sobre o uso de recursos não declarados em campanhas eleitorais e as responsabilidades de envolvidos em tais práticas.