Durante o inquérito sobre a morte de uma jovem soldado, foi revelado como mulheres no ambiente militar frequentemente enfrentam comportamentos inadequados e comentários desrespeitosos de colegas do sexo masculino. Tamzin Hort, amiga da vítima, compartilhou sua experiência de ter sido abordada de forma inapropriada por um sargento quando ainda era menor de idade, aos 17 anos. Ela também mencionou a necessidade de trancar a porta do quarto para se proteger, com medo de que colegas entrassem enquanto ela dormia.
Hort afirmou que, ao rejeitar investidas sexuais de outros militares, era comum ser alvo de ataques verbais e comportamentos hostis. Esse ambiente, marcado por atitudes discriminatórias e desrespeitosas, gerava um clima de insegurança para as mulheres dentro das forças armadas. Ela descreveu ainda o impacto psicológico desses episódios, ressaltando a dificuldade de denunciar tais comportamentos devido à cultura institucional que muitas vezes desvaloriza as vítimas.
A situação foi exposta em um contexto mais amplo, com Hort apontando que o tratamento desigual e as atitudes abusivas são questões recorrentes no meio militar. No final do depoimento, ela também ofereceu orientações sobre como procurar apoio psicológico, indicando números de serviços de ajuda como a Samaritans, um serviço de prevenção ao suicídio.