Gabriel Waldman, sobrevivente do holocausto, compartilhou sua história de dor e reflexão em um livro, no qual revelou a descoberta de que havia namorado, sem saber, a filha de um comandante nazista. Ao longo de sua vida, Waldman lidou com o trauma da perseguição nazista, que causou a morte de seu pai e outros familiares, além de sua fuga da Hungria para o Brasil. A revelação sobre o passado de sua ex-namorada o levou a questionamentos profundos e a revisitar suas memórias de sofrimento. O autor descreveu como foi devastador descobrir a conexão de sua ex-companheira com um dos principais responsáveis pelos campos de extermínio.
Em busca de respostas, Waldman refletiu sobre o comportamento do ex-sogro e as possíveis ameaças que poderiam ter levado o relacionamento a terminar de forma abrupta. Além de escrever o livro, que se tornou uma forma de reconciliação com seu passado, ele também participou de uma campanha da UNESCO, que reúne testemunhos de vítimas de ódio e intolerância, com o objetivo de preservar a memória do holocausto e alertar sobre os perigos do apagamento histórico. A campanha destaca a crescente violência e o discurso de ódio que ainda afetam diversas partes do mundo.
Waldman também lamenta a ressurreição do ódio nos tempos atuais, observando que, após o fim da Segunda Guerra Mundial, o discurso de intolerância parecia ter se escondido, mas voltou a ganhar força. Através de sua participação na campanha, ao lado de vítimas de violência contemporânea, ele reafirma a importância de contar essas histórias enquanto ainda há tempo, para garantir que as tragédias do passado não se repitam.