As small caps, ou empresas de média capitalização, enfrentam desafios em momentos de juros elevados e tensões externas, como as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, que afetam principalmente setores como o aço e o alumínio. O desempenho recente dessas empresas no Brasil tem sido negativo, com o índice SMLL, que acompanha as principais empresas desse grupo, registrando uma queda de 13,7% nos últimos 12 meses, enquanto o Ibovespa apresentou uma queda mais modesta de 1%. Apesar disso, especialistas apontam que o cenário atual pode oferecer oportunidades de investimento, especialmente para aqueles com uma visão de longo prazo.
Setores como o agronegócio e o industrial são vistos como promissores para as small caps brasileiras. O agronegócio, por exemplo, pode se beneficiar da alta das commodities e da expectativa de uma safra recorde de grãos no país, enquanto o setor industrial mostrou um crescimento significativo na produção no ano passado. Empresas como São Martinho e Kepler Weber se destacam nesse contexto, com boas perspectivas devido ao aumento das commodities, como o açúcar e o etanol, e ao crescimento do mercado de combustíveis renováveis, respectivamente.
Contudo, investir em small caps envolve riscos, especialmente pela menor liquidez desses papéis em comparação com as grandes empresas. A volatilidade é maior, e a negociação das ações pode ser mais difícil, o que exige paciência e uma boa tolerância ao risco por parte dos investidores. Apesar dos desafios, a alta exposição dessas empresas ao mercado externo e a sua capacidade de crescer em um ambiente desafiador podem ser vistas como vantagens em meio à atual conjuntura econômica.