O presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Lopes, afirmou que as siderúrgicas brasileiras são contrárias a qualquer postura de retaliação contra os Estados Unidos após a implementação de uma tarifa de 25% sobre as importações de aço e alumínio. Lopes ressaltou que o setor acredita que um movimento mais agressivo por parte do governo brasileiro não seria eficaz neste momento e que o ideal seria buscar alternativas mais construtivas para resolver a questão.
Ele sugeriu a retomada das negociações diretas com o governo americano, com o objetivo de restabelecer o acordo de cotas, que foi implementado em 2018. Esse sistema, conhecido como “hardcore”, determina limites rígidos para a importação de produtos siderúrgicos. A cota para itens semi-acabados, por exemplo, é de 3,5 milhões de toneladas, e uma vez atingido esse limite, nenhuma quantidade adicional pode ser importada para os Estados Unidos.
Lopes também destacou que a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos tem sido favorável para os americanos desde 1919, com um superávit médio de 6 bilhões de dólares nos últimos cinco anos. Nesse contexto, ele acredita que é crucial retomar as negociações para reverter a situação e recompor o acordo que beneficiou ambos os países no passado. Para o presidente do Instituto Aço Brasil, manter um diálogo construtivo é fundamental para resolver a disputa comercial e evitar mais tensões.