O Mato Grosso do Sul enfrenta a menor precipitação acumulada para o primeiro bimestre em 20 anos, gerando preocupações quanto à produção da segunda safra de milho, cuja estimativa é de 11,8 milhões de toneladas. A seca também afetou a produtividade da soja, já colhida no estado, e a previsão de clima seco e quente continua a impactar as lavouras, com ondas de calor que aumentam o estresse térmico e aceleram a evapotranspiração.
No Rio Grande do Sul, o aumento das temperaturas pode ultrapassar os 40°C, o que agrava a falta de umidade no solo, prejudicando o desenvolvimento das lavouras. Embora algumas áreas do Centro-Oeste e do Sul tenham registrado chuvas recentemente, os volumes permanecem abaixo da média, o que favorece o avanço da colheita da soja, mas gera incertezas sobre o ciclo do milho. Em Goiás e Minas Gerais, a seca deve persistir até março, mas não há impactos imediatos, embora o risco aumente caso a estiagem continue.
As previsões climáticas para o Mato Grosso apresentam divergências, com modelos indicando chuvas tanto acima quanto abaixo da média, o que pode influenciar a produtividade das lavouras. O Paraná, por sua vez, se beneficia de condições climáticas favoráveis, que facilitam a colheita da soja e o plantio do milho. O cenário de seca e calor coloca o setor agrícola em alerta, especialmente para os próximos meses, quando a baixa umidade pode continuar a afetar as principais regiões produtoras do Brasil.