A Secretaria de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina está empenhada em reverter uma proposta do Governo Federal que estabelece uma cota de 800 toneladas para a captura de tainha por pescadores artesanais de praia no estado. A medida, que entraria em vigor na safra de 2025, geraria prejuízos significativos para os pescadores e afetaria uma prática tradicional, considerada patrimônio cultural e histórico local. A iniciativa também impactaria pescadores do Rio Grande do Sul, que recentemente enfrentaram severas enchentes.
Durante uma reunião em 4 de fevereiro, representantes de entidades pesqueiras das regiões Sul e Sudeste manifestaram forte oposição à proposta. O secretário de Aquicultura e Pesca, Tiago Bolan Frigo, destacou que a pesca da tainha é mais do que uma atividade econômica, sendo fundamental para a cultura e a subsistência de muitas famílias. Ele criticou a medida, afirmando que ela ameaça uma tradição centenária e pode levar à miséria os pescadores que dependem dessa atividade.
Diante da reação negativa, o Governo Federal suspendeu uma reunião prevista para 5 de fevereiro, a fim de reavaliar a proposta. A expectativa é que o diálogo entre as autoridades e os pescadores resulte em ajustes na regulamentação, buscando garantir a continuidade sustentável da pesca artesanal sem comprometer o modo de vida dos pescadores catarinenses. A Secretaria de Aquicultura e Pesca continua a trabalhar para defender os interesses da categoria e preservar a cultura local.