A Rússia reivindica a totalidade dos territórios que ocupa na Ucrânia, o que representa cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a península da Crimeia e áreas no leste do país. A Crimeia, anexada ilegalmente em 2014, possui grande importância estratégica devido à sua localização no Mar Negro, permitindo acesso ao Mediterrâneo e Oriente Médio. Além disso, a região tem sido fundamental nas operações militares russas, como ponto de lançamento para a invasão da Ucrânia em 2022. A Rússia pressiona, especialmente os Estados Unidos, para o reconhecimento da Crimeia como parte de seu território, uma questão vinculada ao orgulho e legado político do presidente Putin.
No leste da Ucrânia, o Donbass, composto pelas regiões de Luhansk e Donetsk, também está parcialmente sob controle de forças separatistas apoiadas pela Rússia desde 2014. Com grandes ativos econômicos e infraestrutura importante, essas regiões são vistas como cruciais para a Rússia, que anexou oficialmente as quatro regiões do Donbass em 2022. A situação humanitária nessas áreas tem sido devastadora, com civis enfrentando condições extremas, como a escassez de recursos básicos, como água potável e alimentos. A guerra em Donbass foi um fator determinante no escalonamento do conflito em fevereiro de 2022, quando a Rússia iniciou uma invasão em larga escala da Ucrânia.
A Ucrânia, por sua vez, busca a restituição de seus territórios, com o retorno às fronteiras anteriores a 2014 como objetivo central das suas negociações. Em 2024, o país lançou um ataque surpresa na região de Kursk, na Rússia, buscando criar uma zona tampão para evitar novos ataques russos. Apesar da pressão interna e internacional, a Rússia parece relutante em aceitar qualquer concessão, especialmente com o apoio de líderes internacionais, como o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à posição russa. Isso complica as chances de um acordo pacífico, deixando a resolução do conflito ainda incerta e dificultada pela falta de um meio-termo nas negociações.