O acidente que resultou na morte de 39 pessoas em Minas Gerais, no fim de 2024, teve suas causas reveladas por um relatório técnico da Polícia Rodoviária Federal. O laudo aponta como principais fatores para a tragédia o excesso de peso da carga, a velocidade acima do limite e a falta de descanso adequado do motorista. A colisão ocorreu em Teófilo Otoni, quando uma pedra de quartzito se soltou de uma carreta e atingiu um ônibus, causando a morte dos passageiros. Além do impacto com o ônibus, o acidente envolveu outros três veículos e deixou 11 feridos.
O relatório revelou que a carreta transportava 16 toneladas a mais que o peso permitido, o que comprometeu a segurança do veículo. A investigação também identificou falhas nos dispositivos de segurança da carga, como a ausência de identificação do fabricante nas travas do semirreboque. Além disso, a carreta circulava a uma velocidade de até 117 km/h, quando o limite permitido era de 80 km/h, indicando uma falha no cumprimento das normas de trânsito.
A perícia também apontou que o motorista não respeitou os períodos de descanso exigidos e dirigia sob o efeito de substâncias como álcool e drogas. A empresa responsável pela carga não foi contatada para comentar os resultados da investigação, e o motorista foi preso após o laudo técnico. O caso levanta questões sobre a segurança no transporte de cargas e as condições de trabalho dos motoristas em rodovias brasileiras.