O confronto entre torcidas organizadas de dois clubes de Pernambuco, ocorrido no sábado, 1º, foi resultado de uma violência premeditada, conforme relatado pela Delegacia de Polícia de Repressão à Intolerância Esportiva. O relatório detalha como as torcidas utilizaram redes sociais para convocar as brigas, com a preparação de armas improvisadas, como bombas caseiras e barras de ferro, visando causar o maior dano possível. A Polícia Civil também identificou pontos críticos em várias áreas de Recife e arredores, onde ocorreram os maiores confrontos, apesar de um forte planejamento de segurança por parte do governo estadual.
De acordo com as autoridades, embora houvesse um planejamento de segurança, com monitoramento aéreo e policiamento ostensivo, os acontecimentos fugiram ao esperado. As forças de segurança agiram rapidamente para dispersar os grupos violentos, evitando mortes, mas 12 pessoas ficaram feridas e foram hospitalizadas, sendo que algumas delas permanecem internadas com graves lesões. A resposta das forças de segurança incluiu a detenção de dezenas de envolvidos, com algumas prisões em flagrante e investigações em andamento para identificar os responsáveis pelos atos.
Como resposta à violência, o governo estadual determinou que os próximos jogos entre os dois clubes sejam realizados com portões fechados, sem a presença de torcidas. Ambas as equipes repudiaram os atos violentos e expressaram seu compromisso em combater a violência no futebol pernambucano. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil, enquanto as autoridades buscam implementar medidas para evitar novos episódios de violência envolvendo torcidas organizadas no futuro.