O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está planejando uma reforma ministerial de forma gradual, dividida em três etapas. A primeira fase deverá ser concluída até o Carnaval e terá como foco as mudanças nos gabinetes do Palácio do Planalto. Nessa fase, já ocorreram modificações, como a substituição de Paulo Pimenta por Sidônio Palmeira na Secretaria de Comunicação. Outra troca que é dada como certa é a de Márcio Macêdo por Gleisi Hoffmann na Secretaria-Geral do Planalto. A Secretaria de Relações Institucionais também pode sofrer mudanças, com partidos do Centrão pressionando por essa alteração.
Na segunda etapa, o foco se volta para os ministérios ocupados por membros do Partido dos Trabalhadores (PT), com destaque para as pastas das Mulheres, do Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento Social. O Ministério do Desenvolvimento Social, atualmente comandado por Wellington Dias, poderá ser transferido para o Centrão caso a Secretaria de Relações Institucionais continue com um nome do PT. Essa mudança poderia abrir caminho para articulações políticas, como a presidência do PT ser assumida por Edinho Silva.
A terceira fase da reforma afetaria os ministérios de partidos aliados ao governo, como o Ministério da Pesca, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e o Ministério da Agricultura e Pecuária. A pasta da Agricultura é uma das mais cobiçadas pelo Centrão, com nomes como Arthur Lira sendo cogitados para o cargo. Lula, no entanto, só realizará essas alterações se houver consenso com os partidos envolvidos. A reforma, em sua totalidade, visa fortalecer a articulação política do governo e preparar a gestão para os próximos anos.