Durante um encontro com o primeiro-ministro israelense, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs a retirada de palestinos da Faixa de Gaza, sugerindo que os EUA assumiriam o controle da região e liderariam seu processo de reconstrução. Essa proposta gerou reações fortes de autoridades internacionais e de países do Oriente Médio, que criticaram a ideia como uma violação dos direitos humanos e do direito internacional. O Escritório de Direitos Humanos da ONU, por exemplo, reafirmou que qualquer transferência forçada de palestinos seria ilegal e uma violação grave.
A proposta de Trump, que foi vista como uma solução para a crise humanitária na região após meses de guerra, envolvia o reassentamento dos palestinos em países vizinhos, como Jordânia e Egito. No entanto, esses países se opuseram veementemente à ideia, defendendo que os palestinos devem ter o direito de permanecer em sua terra. A Jordânia, em particular, reiterou sua posição contra o deslocamento forçado, enquanto a Arábia Saudita também rejeitou a sugestão, afirmando que a criação de um Estado Palestino seria um requisito para normalizar as relações com Israel.
Além disso, a proposta de Trump foi elogiada por setores da extrema direita em Israel, mas amplamente condenada pela comunidade internacional. A ONU e diversas lideranças políticas, como o presidente do Brasil, classificaram a ideia como inaceitável, racista ou sem sentido. Esse cenário acirrou ainda mais a tensão política global sobre o futuro da Faixa de Gaza e a criação de um possível Estado Palestino.