A RD Saúde (RADL3) reportou resultados abaixo das expectativas no quarto trimestre de 2024, com vendas e margens mais fracas. O Goldman Sachs destacou que o crescimento das vendas em mesmas lojas (SSS) foi mais modesto do que o esperado, especialmente em lojas maduras, onde o crescimento foi de 5,6%, uma desaceleração em relação ao trimestre anterior. A margem bruta também apresentou queda, impactando negativamente a lucratividade e criando preocupações para o desempenho da empresa em 2025. Apesar disso, o banco manteve a recomendação de compra e preço-alvo de R$ 29 para as ações.
Por outro lado, o Bradesco BBI também avaliou os resultados como fracos, com um Ebitda ajustado 7% abaixo do esperado e um crescimento das vendas que desacelerou no trimestre. A RD, no entanto, se mostrou otimista para 2025, prevendo que a margem consolidada deve se estabilizar ou melhorar, com foco em iniciativas de eficiência e menor crescimento em segmentos de baixo margem. O JPMorgan seguiu uma análise similar, destacando a estabilidade do lucro por ação, mas apontando que a decepção com o Ebitda poderá afetar a percepção dos investidores a curto prazo.
Outros analistas, como o Itaú BBA e a XP Investimentos, também destacaram a pressão sobre as margens e o impacto do crescimento modesto nas vendas. A XP ressaltou que, apesar da queima de caixa, o lucro líquido ajustado superou as expectativas devido a incentivos fiscais. O Itaú BBA manteve uma recomendação neutra e preço-alvo de R$ 21 para as ações, enquanto a XP, apesar de reconhecer a pressão sobre os resultados, manteve sua recomendação de compra. A situação da empresa ainda gera incertezas, especialmente devido aos desafios do setor e ao cenário macroeconômico.