O rapper Oruam expressou críticas em relação à proposta legislativa conhecida como “Lei Anti-Oruam”, que visa proibir a contratação de artistas que façam apologia ao crime e ao uso de drogas em apresentações acessíveis ao público infantojuvenil. Em suas declarações nas redes sociais, Oruam argumentou que a medida não o atinge exclusivamente, mas a toda a cena musical, destacando um histórico de criminalização de estilos como funk, rap e trap. A proposta foi apresentada pela vereadora Amanda Vettorazzo (União) e gerou repercussão nacional, inspirando projetos semelhantes em diversas cidades e no Congresso Nacional.
O projeto de lei sugere que a contratação de shows de artistas que promovam a apologia ao crime seja proibida, com a imposição de multas de 100% do valor do contrato. A intenção da proposta, segundo a vereadora, é evitar o financiamento de apresentações que incentivem comportamentos associados à criminalidade, como o uso de drogas e armas. A medida já gerou discussões sobre seu impacto na liberdade artística e na cultura popular, gerando apoio e críticas de diferentes setores da sociedade.
Além de São Paulo, a proposta gerou interesse em outras localidades, com vereadores e deputados federais propondo legislações similares. As iniciativas têm ganhado apoio principalmente entre políticos alinhados a movimentos que defendem a segurança pública e a preservação de valores culturais considerados tradicionais. Contudo, críticos questionam os limites da censura e os possíveis efeitos negativos sobre a diversidade da produção cultural brasileira.