O Brasil possui um grande potencial para o desenvolvimento de bioinsumos a partir de macroalgas marinhas, especialmente com o foco na agricultura sustentável. A Embrapa, em parceria com outras instituições, lidera o projeto Algoj, que visa explorar o uso de algas nativas brasileiras para criar bioestimulantes capazes de aumentar a produtividade agrícola. Os bioestimulantes são compostos naturais que estimulam o crescimento das plantas, melhoram a qualidade das sementes e otimizam a germinação, oferecendo uma alternativa sustentável para a agricultura.
O estudo realizado no projeto envolveu o cultivo de tomates BRS Zamir, com a aplicação de extratos de macroalgas, incluindo uma variedade local e uma alga importada, para avaliar os impactos no crescimento e qualidade dos frutos. A pesquisa tem como objetivo identificar os perfis metabólicos ideais das algas para formulação de produtos bioestimulantes e também a criação de um marcador químico que assegure a qualidade e consistência dos extratos em diferentes lotes. Além disso, novos testes serão realizados com outras culturas agrícolas, como grãos, para ampliar as aplicações da tecnologia.
Além dos aspectos científicos, o projeto Algoj também busca promover o impacto social, com a implementação de fazendas marinhas no sul da Bahia, que beneficiarão pescadores artesanais e gerarão uma nova fonte de renda. O cultivo das macroalgas nas fazendas será voltado para a produção dos bioinsumos, alinhando inovação, sustentabilidade e desenvolvimento econômico para as comunidades locais, enquanto contribui para a inovação no setor agrícola.