Nos últimos anos, os procedimentos estéticos têm ganhado popularidade, com muitas pessoas buscando melhorar a aparência ou combater os sinais do envelhecimento. Contudo, essa crescente demanda traz consigo sérios riscos, especialmente quando realizados em ambientes inadequados ou por profissionais não qualificados. Casos de complicações fatais e graves têm sido registrados, como o uso de produtos como o fenol, que resultaram em mortes e na proibição de seu uso, e a aplicação de PMMA, que também causou sequelas graves em algumas vítimas.
Outro ponto crítico destacado é a prática de profissionais ilegais, como o caso de uma técnica de enfermagem que realizava cirurgias plásticas em uma clínica clandestina. Este tipo de atendimento, sem controle médico adequado, leva a sérios danos à saúde das vítimas e evidencia o risco de optar por alternativas mais baratas, mas não regulamentadas, em busca de procedimentos estéticos.
A falta de clareza sobre quais profissionais estão autorizados a realizar determinados procedimentos também é um desafio, como explica a especialista em direito médico e do consumidor, Mônica Andrade. Ela aponta a dificuldade na regulamentação da área e a necessidade de maior conscientização por parte dos pacientes sobre os riscos envolvidos. A entrevista com Mônica oferece uma visão detalhada dos direitos dos pacientes e a importância de buscar profissionais devidamente habilitados.