A Polícia Rodoviária Federal (PRF) anunciou a suspensão temporária das parcerias com os Ministérios Públicos estaduais e a Polícia Federal em operações contra o crime organizado. A decisão foi tomada em conformidade com uma portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que estabelece diretrizes para a participação da PRF em ações conjuntas. Segundo a corporação, a medida busca evitar insegurança jurídica e permitir a adequação de operações em andamento aos novos requisitos dentro do prazo de 90 dias.
De acordo com o diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Oliveira, a suspensão permitirá uma reavaliação da forma como a corporação coopera com outras forças de segurança. Policiais rodoviários que atuavam nessas parcerias serão realocados para suas unidades de origem. Apesar da pausa, a PRF afirma que a decisão não compromete o trabalho regular de fiscalização e combate a crimes nas rodovias federais. Nos próximos 30 dias, a instituição trabalhará com técnicos do Ministério da Justiça e da Polícia Federal para ajustar procedimentos e revalidar futuras colaborações.
A portaria reforça que a PRF não pode exercer atribuições exclusivas das polícias judiciárias, como a investigação de crimes, e que sua participação em operações conjuntas deve ser previamente autorizada e justificada. Para fortalecer a atuação da corporação, o diretor-geral defende a aprovação da PEC da Segurança Pública, que propõe ampliar suas funções, incluindo patrulhamento ostensivo em ferrovias e hidrovias federais. O governo federal ainda avalia o envio da proposta ao Congresso, o que deve ocorrer após o carnaval.