Em um evento sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), o presidente voltou a criticar as ações de governos passados, destacando que é possível destruir avanços importantes de forma rápida, mas que reconstruí-los leva décadas. Durante seu discurso, ele reforçou que o Brasil deve se concentrar na educação, não nas fake news e atitudes desrespeitosas. O governo anunciou a redução do limite de alimentos processados e ultraprocessados no cardápio das escolas públicas, uma medida que afetará cerca de 40 milhões de estudantes em mais de 140 mil escolas em todo o país.
Além dessa mudança, o presidente apresentou o Projeto Alimentação Nota 10, que visa capacitar profissionais envolvidos no Pnae, como merendeiras e nutricionistas, para garantir uma alimentação mais saudável e alinhada aos direitos humanos e à sustentabilidade. O projeto, que conta com um investimento de R$ 4,7 milhões, também busca fortalecer a agricultura familiar e incentivar práticas alimentares que respeitem o meio ambiente. A iniciativa atenderá mais de 4.500 nutricionistas em todo o Brasil.
O orçamento do Pnae para 2024 foi de R$ 5,3 bilhões, com 30% dos alimentos adquiridos de produtores da agricultura familiar. O governo pretende, ainda, reduzir a presença de alimentos ultraprocessados nas refeições escolares a 10% até 2026, reforçando o compromisso com a qualidade alimentar nas escolas públicas.