A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), cumpriu mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (11) contra um grupo de empresas investigadas por fraudar licitações no Distrito Federal. A principal empresa envolvida é a R7 Facilities, que é acusada de usar dados falsos para obter benefícios fiscais e, assim, reduzir preços em concorrências públicas. Além disso, as investigações indicam que o grupo utilizava laranjas como sócios para ocultar a identidade dos verdadeiros donos, além de ter vínculos familiares e trabalhistas entre as empresas.
As investigações, que começaram em abril do ano passado, envolvem contratos com a administração pública, incluindo um serviço terceirizado com a própria Polícia Federal. A empresa R7 Facilities, em particular, venceu uma licitação de R$ 321 milhões para serviços gerais ao governo federal, mas foi desclassificada pela falta de comprovação da capacidade de arcar com os custos do serviço e pelo uso indevido de desoneração fiscal para reduzir o valor ofertado. A Controladoria-Geral da União já havia identificado irregularidades em contratos anteriores, levando a novos exames sobre a empresa.
Além disso, a R7 Facilities está sendo investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) devido à suspeita de estar registrada em nome de laranjas. Essa investigação foi iniciada em 2024, após uma fuga de presos de um presídio de segurança máxima em Mossoró, onde a empresa prestava serviços de manutenção. O contrato da R7 com a unidade prisional foi reavaliado após o incidente, e a empresa se tornou alvo de um processo de auditoria.