Em janeiro deste ano, um homem registrou uma denúncia de homofobia após ser agredido fisicamente em uma boate de Cuiabá. A Polícia Civil conduziu a investigação, ouvindo 13 pessoas, incluindo testemunhas, o agressor e a vítima, além de analisar mais de cinco horas de filmagens do local. Ao concluir a apuração, a polícia descartou a hipótese de homofobia, pois as discussões entre os envolvidos não ocorreram em razão da orientação sexual, mas de desentendimentos pessoais.
O incidente aconteceu em um banheiro da casa noturna, onde a vítima relatou que, após alguns desentendimentos, foi agredido pelo suspeito. O psicólogo que registrou a ocorrência afirmou ter sofrido uma crise convulsiva devido à agressão. Além disso, ele alegou que o agressor estava encarando ele e seu companheiro ao longo da noite, o que teria levado à discussão antes da agressão.
Após a conclusão das investigações, a Polícia Civil indiciou o agressor por lesão corporal leve. O inquérito foi enviado ao Ministério Público e à Justiça para as providências cabíveis. A conclusão do caso trouxe à tona a necessidade de distinguir os reais motivos das agressões e destacar a importância das evidências na definição dos crimes.