A Polícia Civil de Minas Gerais desmantelou uma fábrica clandestina de suplementos alimentares em Formiga, no Centro-Oeste do estado, que operava sem qualquer controle sanitário. A fábrica movimentava grandes quantias de dinheiro, com produtos enviados para diversas regiões do Brasil, incluindo Minas Gerais, São Paulo, Brasília e Bahia. Durante a operação, foram encontrados cheques de compras variando de R$ 1 mil a mais de R$ 10 mil por estabelecimento, e a estimativa da movimentação financeira chega a superar R$ 1 milhão. O material apreendido incluía açúcares refinados, chocolates granulados, rótulos e embalagens, além de produtos com prazos de validade vencidos e rotulagem falsificada.
O esquema criminoso também representava um risco significativo à saúde pública, pois os produtos fabricados não passavam por nenhum tipo de fiscalização ou controle de qualidade. Funcionários relataram que a empresa, apesar de já ter sido interditada pela Vigilância Sanitária, continuava operando clandestinamente. A falta de treinamento adequado para os trabalhadores e a insalubridade do ambiente de produção foram pontos destacados durante a investigação. O delegado responsável, Emmanuel Robson Gomes, ressaltou que os suplementos eram vendidos com alegações falsas sobre sua segurança, colocando a saúde dos consumidores em risco.
Os proprietários da fábrica ainda não foram localizados e podem ser alvo de prisão preventiva. Se capturados, enfrentarão acusações por falsificação e adulteração de produtos alimentícios e terapêuticos, com penas que podem variar de 8 a 15 anos de prisão. A Polícia Civil, em parceria com o Ministério Público e a Vigilância Sanitária, segue trabalhando para rastrear os pontos de venda e retirar os produtos do mercado, a fim de evitar mais prejuízos à saúde da população.