Em 2007, a coreógrafa Pina Bausch recebeu o prêmio Kyoto, uma das maiores honrarias internacionais em sua área. Durante seu discurso de aceitação, ela compartilhou raras reflexões sobre sua vida e trabalho, sob o tema “O que me move”. Nessa ocasião, destacou a influência de sua trajetória pessoal e das relações que cultivou ao longo dos anos, como a perda de seu parceiro Rolf Borzik e o nascimento de seu filho, Rolf Salomon, que nasceram em momentos distintos e marcantes em sua vida.
Pina também abordou como a maternidade a fez perceber o mundo de maneira diferente. Ela refletiu sobre a pureza e a liberdade com que uma criança vê o mundo, livre de preconceitos, e a confiança natural que existe em um ser humano recém-nascido. Para ela, essas experiências foram fundamentais para a evolução de sua visão artística, e a maternidade trouxe uma nova compreensão sobre o corpo humano e a transformação constante da vida.
Ao longo de sua carreira, Pina Bausch se dedicou a explorar esses aspectos profundos da existência humana, traduzindo-os em suas coreografias. O impacto da morte de seu parceiro e o nascimento de seu filho formaram uma base emocional que se refletiu em suas obras, mostrando a conexão intrínseca entre sua vida pessoal e seu trabalho artístico. A coreógrafa considerava que a arte, assim como a vida, deve ser um fluxo constante de transformação e expressão.