A pesquisa recente do Datafolha revelou uma queda acentuada na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 41% dos eleitores que o apoiaram em 2022 considerando o governo atual como ruim ou péssimo. Essa redução marca a maior perda de apoio durante seus três mandatos, com a administração sendo avaliada como regular por 32% da população. A pesquisa também indicou que o aumento da rejeição ao governo nos últimos meses não está relacionado à imagem pessoal de Lula, mas sim à percepção de que o trabalho do governo não está sendo bem executado.
A rejeição ao governo Lula cresceu 11 pontos percentuais desde dezembro, e o principal motivo para essa insatisfação é a percepção de ineficiência na execução das políticas públicas. Esse cenário preocupa a equipe do governo, que teme pela continuidade do apoio popular, especialmente entre seus eleitores tradicionais. Não se trata apenas de uma resistência ao PT ou ao presidente, mas da falta de confiança no desempenho das ações governamentais.
Para tentar reverter essa situação, aliados do governo sugerem a implementação de medidas rápidas, como o aumento da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, com o objetivo de reconectar o governo com grupos historicamente próximos a Lula. Contudo, o sucesso dessas ações depende de uma articulação política mais eficaz, especialmente com o centrão, que ainda não garante apoio consistente ao governo. Isso demonstra que, além das medidas econômicas, o governo precisa aprimorar suas estratégias de negociação para lidar com o cenário político atual.