A proposta do presidente americano, Donald Trump, de deslocar os habitantes de Gaza para o Egito ou a Jordânia gerou forte indignação entre os moradores da região. Residentes como Hatem Azam, de Rafah, e Ihab Ahmed destacaram o vínculo profundo e histórico do povo palestino com a terra de Gaza, enfatizando que, independentemente das dificuldades, não deixarão o território. Azam criticou a abordagem de Trump, chamando o plano de “delirante” e de uma tentativa de limpeza étnica, com a rejeição de Egito e Jordânia à ideia.
Em meio à devastação causada pela guerra, que resultou em mais de 15 meses de conflitos entre Israel e o Hamas, as tensões continuam altas. Os moradores de Gaza enfrentam condições precárias, muitos vivendo em tendas após a destruição de suas casas, mas ainda assim, mantêm a determinação de permanecer. Majid al Zebda, de Jabaliya, expressou a esperança de que Trump pressione Netanyahu para encerrar a guerra, mas afirmou com convicção que nenhum palestino deixará a terra.
A reunião entre Trump e Netanyahu gerou preocupações sobre possíveis deslocamentos forçados do povo palestino, como indicou Raafat Kalob, morador de Jabaliya. Apesar da destruição, os palestinos se mantêm firmes em sua identidade territorial, com a certeza de que Gaza é sua casa. A resistência ao plano de realocação segue sendo um ponto central entre os que vivem na Faixa de Gaza, que continuam a lutar por sua permanência e reconhecimento em seu território ancestral.