Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff, retorna à pasta sob o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sua nomeação para o cargo foi oficializada após a demissão de Nísia Trindade no dia 25 de fevereiro de 2025, com posse marcada para 6 de março. Durante sua primeira gestão, entre 2011 e 2014, Padilha foi responsável por importantes reformas e programas, como o Mais Médicos, que ampliou a oferta de profissionais em regiões remotas, e a criação de novos cursos de Medicina.
O programa Mais Médicos gerou controvérsias, especialmente em relação à contratação de médicos estrangeiros, como os cubanos, e à exigência de revalidação de diplomas. Apesar das críticas de entidades médicas, o governo defendeu que os médicos contratados seriam supervisionados e treinados antes de atuarem nas comunidades. Além disso, Padilha criou políticas para aumentar o financiamento da saúde, como o uso de 25% dos royalties do Pré-Sal, que resultaram em um aumento significativo dos investimentos na área.
Outro marco de sua gestão foi a regulamentação da emenda constitucional que definiu os percentuais mínimos de investimentos em saúde por parte da União, estados e municípios. Além disso, Padilha implementou incentivos fiscais para estimular a participação do setor privado no financiamento de tratamentos de câncer e atendimentos a pessoas com deficiência, uma iniciativa comparada à Lei Rouanet da cultura. Com esses antecedentes, Padilha retorna ao cargo com o desafio de continuar a expandir o sistema de saúde e enfrentar as questões complexas que marcam a área.