Diversas organizações de defesa dos direitos humanos e dos refugiados nos Estados Unidos entraram com uma ação judicial contra o governo do presidente Donald Trump, exigindo acesso aos imigrantes detidos na base de Guantánamo, em Cuba. O governo dos EUA está expandindo as instalações da base para abrigar até 30 mil imigrantes em situação irregular, com os primeiros voos iniciados em fevereiro de 2025. De acordo com fontes oficiais, alguns dos imigrantes detidos seriam integrantes de organizações criminosas.
A ação foi movida por entidades como a ACLU, o Centro de Direitos Constitucionais e o IRAP, representando familiares de detidos e prestadores de serviços jurídicos. As organizações acusam o governo de não esclarecer as condições de detenção, a duração da reclusão e a possibilidade de contato com advogados e familiares. Esse contexto tem gerado grande preocupação entre os defensores dos direitos humanos, que consideram a medida uma violação dos direitos fundamentais dos imigrantes.
O processo alerta sobre o perigo de criar um precedente onde o governo dos Estados Unidos possa transferir sistematicamente pessoas em busca de asilo para locais isolados, sem o devido processo legal. O governo Trump já havia expressado sua intenção de transferir criminosos para países como El Salvador, o que também levanta questões jurídicas e pode entrar em conflito com o sistema judiciário dos EUA. As repercussões dessa política continuam a ser debatidas por advogados e especialistas na área de direitos humanos.