A Operação Libertação, iniciada em fevereiro de 2023, tem como objetivo combater o garimpo ilegal e proteger o território Yanomami, que sofre com impactos ambientais e sociais graves. Desde o início das ações, a Polícia Federal (PF) abriu 350 inquéritos e indiciou 720 pessoas, sendo que a maior parte dos investigados atua diretamente no garimpo, no financiamento e no apoio logístico dessa atividade ilegal. As investigações apontam também para a utilização de mercenários para proteger os garimpos, aumentando a periculosidade das operações. A PF, em parceria com o Ibama e outros órgãos, segue tentando interromper a destruição da área e garantir a responsabilização dos envolvidos.
Em 2024, o governo federal decretou emergência em saúde pública na região após a morte de centenas de crianças, agravada pela falta de assistência médica e pela proliferação de doenças como malária. As consequências do garimpo são devastadoras para o modo de vida dos indígenas Yanomami, afetando a caça, pesca e causando uma degradação ambiental sem precedentes. O uso do mercúrio nos rios e a destruição das florestas são apenas alguns dos impactos, além das tensões entre os garimpeiros e as comunidades locais.
Com as operações de desintrusão mais intensificadas, a situação no território melhorou, mas a ação ilegal ainda persiste, adaptando-se às novas estratégias de fiscalização. O uso de medidas mais rígidas, como a destruição de pistas e maquinários, visa dificultar a atuação dos criminosos, enquanto os Yanomami começam a retomar suas atividades tradicionais. A operação segue em andamento, com a perspectiva de restaurar a legalidade na região, promovendo a proteção e a recuperação do território.